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Quanto custa um vídeo institucional e o que define o preço

Por Bold Comunica · · 4 min de leitura

Essa é a pergunta mais pesquisada antes de qualquer contato com agência, e a mais mal respondida. Ou a resposta é "depende" e acabou, ou é uma tabela que não se sustenta no primeiro briefing.

Não vamos dar tabela, porque tabela em produção audiovisual é desonesta: o mesmo valor pode cobrir um vídeo excelente ou um desastre, dependendo do que entra. Mas dá para explicar exatamente o que você está pagando — e com isso você consegue comparar orçamentos de verdade, em vez de comparar só o número do final.

Os seis componentes de qualquer orçamento

1. Pré-produção. Briefing, pesquisa, roteiro, decupagem, cronograma, definição de locações e agendamento das pessoas que vão aparecer. É a etapa invisível e a que mais determina se o vídeo vai prestar. Orçamento que não tem pré-produção não está mais barato: está incompleto.

2. Diárias de captação. A conta é por dia de equipe em campo, não por minuto de vídeo final. Um institucional que precisa de três locações em dois municípios custa mais que um gravado inteiro na sede, ainda que o resultado tenha a mesma duração.

3. Equipe. Quem está em set no dia: direção, câmera, assistente, som, luz, produção. Um depoimento com áudio limpo exige microfone de lapela, operador e alguém cuidando do ambiente. Captar som junto com a imagem, sem ninguém dedicado a isso, é de onde sai a maior parte dos vídeos que não dá para usar.

4. Equipamento e recursos especiais. Drone, gimbal, trilho, iluminação de estúdio, lentes específicas, gerador em locação sem energia. Cada um desses entra quando o roteiro pede — e não porque fica bonito no orçamento.

5. Pós-produção. Edição, tratamento de cor, mixagem, trilha licenciada, motion graphics, legenda e as rodadas de ajuste. É onde o prazo costuma estourar quando o número de rodadas não foi combinado antes. Duas rodadas é um padrão saudável.

6. Licenças e direitos. Trilha com licença comercial, imagem de pessoas autorizada, uso em mídia paga. Música baixada de qualquer lugar gera bloqueio no YouTube e risco jurídico; e o direito de usar o rosto de um funcionário em anúncio não é automático.

Dois orçamentos com o mesmo valor final podem ser projetos completamente diferentes. Compare as linhas, não o total.

O que mais encarece (e quase sempre vale a pena)

Número de diárias. É o maior multiplicador. Cada dia a mais é equipe, deslocamento, alimentação e logística.

Deslocamento. Gravar em Cascavel é diferente de gravar em Foz, em Toledo ou em São Paulo. Distância vira hora de equipe e diária de hospedagem.

Gente na frente da câmera. Depoimento de cliente é o elemento que mais convence e o que mais consome tempo de produção: agendar, preparar, repetir até sair natural.

Prazo apertado. Entrega em uma semana significa reorganizar a agenda da equipe. Isso tem custo, e é legítimo.

Onde dá para cortar sem matar o resultado

Concentre tudo em uma diária bem planejada. Com roteiro fechado e locações combinadas, um dia rende muito mais do que dois dias improvisados. Essa é a maior economia disponível, e ela vem da pré-produção.

Reduza a duração, não a qualidade. Um institucional de 60 segundos bem feito supera um de três minutos mediano — e custa menos de pós-produção.

Dispense o que o roteiro não pede. Drone em empresa cuja operação é interna geralmente é custo estético. Se não conta nada, sai.

Aproveite a mesma captação para vários formatos. Combinar na pré-produção que o dia também vai gerar verticais, cortes curtos e fotos de bastidor multiplica a entrega sem multiplicar o custo.

Comece pelo que destrava venda. Se a verba é limitada, faça primeiro o vídeo que o comercial usa todo dia, e deixe o filme de aniversário da empresa para depois.

Onde não vale cortar

Áudio, roteiro e autorização de uso. São os três lugares onde a economia volta como prejuízo: vídeo com som ruim não é assistido até o fim, vídeo sem roteiro não tem o que dizer, e vídeo sem autorização não pode rodar em anúncio.

Como pedir um orçamento que dá para comparar

Leve essas informações para qualquer produtora que você consultar — inclusive para nós:

Com isso, orçamento deixa de ser chute dos dois lados.

Na Bold, o briefing e a estimativa iniciais são gratuitos, e a proposta vem com as linhas abertas — você vê o que está pagando em cada etapa. Veja como funciona a nossa produção de vídeo ou peça um orçamento.

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